China reage contra crítica dos EUA à censura ao Google
A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, desafiou na quinta-feira (21) a China e outros governos autoritários a acabar com a censura na internet, uma questão que saltou para o centro das relações sino-americanas depois que o Google ameaçou deixar a China por sofrer restrições e ataques digitais no país. Nesta sexta, a China reagiu aos ataques americanos dizendo para o país ‘respeite’ os fatos e pediu que a relação entre os dois países não seja afetada pela polêmica criada a partir do caso Google.
“Os EUA criticaram as políticas chinesas para administrar a internet e insinuaram que a China restringe a liberdade na internet”, disse o porta-voz Ma Zhaoxu. “Isso vai contra os fatos e é nocivo às relações China e EUA. Pedimos aos EUA que respeitem os fatos e deixem de usar a chamada liberdade da internet para fazer acusações infundadas contra a China”, disse Zhaoxu em nota divulgada pelo site da chancelaria chinesa.
A discussão sobre o tema pode prejudicar ainda mais a relação entre os dois países, já abalada por questões como desequilíbrios comerciais, câmbio e venda de armas dos EUA a Taiwan, além do já conhecido desentendimento sobre os rumos climáticos do planeta. Sabendo disso, a China tratou de amenizar o tom durante o texto, dizendo que os países devem “lidar apropriadamente com as fissuras e questões delicadas, protegendo o desenvolvimento saudável e estável das relações China e EUA”.
Hillary Clinton explanou sua opinião sobre o caso em um discurso público, o que irritou o governo chinês. A secretária de Estado dos EUA, em sua fala, criticou as políticas cibernéticas da China e do Irã, entre outros, e exigiu que Pequim investigue as queixas do Google contra hackers. O vice-chanceler He Yafei minimizou a disputa com o Google e disse que o governo chinês está mais preocupado com questões político-econômicas mais amplas.
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Publicado por Eduardo Lemos







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