China decide manter censura à internet

A China mostrou mais uma vez que o bloqueio de alguns sites considerados perigosos pelo governo vai continuar. Ela divulgou um documento oficial ontem, dia 8, contendo estatísticas e, acredite se quiser, elogios à rede.
O “papel branco” (texto oficial do governo de caráter educativo e autoritário) afirmou, sem citar nomes de sites, que o governo continuaria a proibir “conteúdos subversivos ao poder estatal, que minem a união nacional, transgridam a honra e os interesse do país e incitem o separatismo e o preconceito étnico”.
O texto também explicou como o bloqueio é realizado: a China contratou empresas que administram a segurança da Internet, as quais “fazem uso de medidas técnicas para prevenir a transmissão de todos os tipos de informações ilegais”.
A desaprovação externa desse bloqueio foi um dos assuntos tratados pelo documento. “Dentro do território chinês, a Internet está sob a jurisdição da soberania da China. A soberania da Internet chinesa deve ser protegida e respeitada”, dizia o texto.
A censura da China à Internet é bastante abrangente, bloqueando sites visitados pelo mundo inteiro, como The New York Times, Facebook, Myspace, Twitter, alguns verbetes da Wikipédia e o Youtube.
Esse último site é propriedade do Google, que no começo deste ano se envolveu em uma briga com o governo chinês. Por ter seu conteúdo bloqueado constantemente, a empresa transferiu sua ferramenta de busca para Hong Kong em março, região chinesa com leis menos autoritárias.
Bloqueio de sites não foi o único assunto do documento: ele também apresentou estatísticas e políticas públicas chinesas quanto à Internet. Segundo o texto, 29% da população utiliza a Internet, cerca de 384 milhões de pessoas. O governo pretende aumentar essa porcentagem para 45% levando a rede para a área rural.
Mas o mesmo governo que censura também quer expandir o alcance da Internet? Sim! O “papel branco” continha inúmeros elogios à tecnologia. Ele a considerou “um instrumento importante na aceleração do desenvolvimento da economia nacional” e até “a cristalização da sabedoria humana”. O governo ainda encorajou o uso da Internet “de maneiras que promovam progresso social e econômico, melhorem o serviço público e facilitem a vida e o trabalho do povo”. É o famoso dar com uma mão para tirar com a outra – Getúlio Vargas teria ficado orgulhoso.
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Publicado por Bruno Piola







[...] de afirmar, no dia 8 deste mês, que o bloqueio de sites iria continuar no país, a China deu outra prova de que teme o que pode ser veiculado na internet. [...]
[...] havíamos falado no Geekaço, o conflito aumentou com medidas tomadas por ambas as partes , como recentes decisões do Governo de Beijing que aumentavam a censura e controle da internet na China – ações que a [...]
[...] de afirmar, no dia 8 deste mês, que o bloqueio de sites iria continuar no país, a China deu outra prova de que teme o que pode ser veiculado na internet. [...]