Conteúdo para iPad: só com jeitinho brasileiro
O iPad ainda não foi lançado no nosso país. Se caso esse aparelho for comprado por alguém daqui, esse consumidor perceberá que o conteúdo para nossa “pátria amada, idolatrada, salve, salve” é completamente escasso. Mas não há nada que o nosso “jeitinho brasileiro” não consiga.
As grandes produtoras Disney, Fox, Paramount, Sony, Universal e Warner não têm previsão de vender qualquer obra audiovisual em formato compatível com iPad no Brasil. Para comprar músicas, filmes e programas de TV na loja da Apple existe uma exigência: Ter um endereço fixo nos Estados Unidos.
E o mercado da gambiarra te garante isso: um site norte-americano comercializa um cartão de presente do iTunes e ainda fornece um endereço fantasma nos EUA. O comprador só deve depositar uma quantia nesse cartão. O valor será transformado em crédito na loja da Apple.
O único problema é a mentira – que sempre tem calças curtas. “A prática é de legalidade duvidosa”, conta Manoel Pereira dos Santos, da Fundação Getulio Vargas (FGV) ao caderno Link do jornal O Estado de São Paulo.
E por que o brasileiro não usa conteúdo do iTunes permitido no Brasil? Simplesmente porque aqui o iTunes só oferece ferramentas para produzir conteúdo, e não a “coisa pronta”. A única exceção é o iBook Store, que ainda tem muitas opções limitadas no país. E aí o brasileiro opta mesmo para a gambiarra.
“Nos EUA é mais fácil negociar o licenciamento das obras. Lá, a empresa que vende pela internet negocia com única entidade, e representa grande parte dos titulares de direito autoral em determinado segmento”, explica ao Link Rodrigo Salinas, advogado do escritório Cesnik, Quintino & Salinas.
No Brasil “não existe essas sociedades. É preciso ter autorizações específicas de cada dono do direito, e o custo fica muito alto”, conta Ronaldo Lemos, advogado da FGV.
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Publicado por Vinicius Mello







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