D8: qual será o futuro do PC?

Uma das questões abordadas na conferência D8, que aconteceu do dia primeiro de junho até ontem, dia 3, foi o destino que estaria reservado para o computador pessoal, ou PC, no futuro.
No dia 2, o executivo chefe da Apple, Steve Jobs, afirmou que o PC não vai desaparecer, mas está fadado a se tornar um objeto bem mais específico do que é hoje. Ele comparou o computador ao trator, que era muito usado nos Estados Unidos quando o país ainda era essencialmente agrário.
“Todos os carros eram tratores porque era o que você precisava em uma fazenda. Hoje, os tratores contabilizam um de cada 25 ou 30 veículos vendidos”, explicou Jobs. “ Os computadores pessoais serão como os tratores. Eles vão continuar por perto”. E ele ainda avisou: “Essa transformação vai deixar muitas pessoas desconfortáveis”.
O discurso de Jobs pode ter sido uma indireta para a Microsoft, que no último dia 26 teve seu posto de maior companhia de tecnologia do mundo tomado pela Apple. Mas ontem a empresa do Windows pôde dar o seu parecer sobre a questão. E, para ela, o futuro do PC não será tão negro quanto pinta Jobs.
O executivo chefe da Microsoft, Steve A. Ballmer, afirmou que o PC ainda terá um longo caminho a percorrer. “As pessoas ainda vão usar computadores pessoais em quantidades cada vez maiores nos próximos anos”, opina.
No entanto, Ballmer acredita que os computadores vão mudar de aspecto com o passar do tempo. “Os PCs do futuro terão diferentes formas: uns terão teclados, outros não; alguns serão grandes, outros caberão no seu bolso”. Ou seja, para Ballmer, um aparelho pequeno como o celular pode ser considerado um PC no futuro.
O D8 tem este título porque já está em sua oitava edição. O evento, cujo nome completo é D: All Things Digital (“Todas as Coisas Digitais”, em tradução livre) foi criado em 2003 pelo periódico The Wall Street Journal. O objetivo é promover debates com as personalidades mais influentes do campo da tecnologia e da mídia.
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Publicado por Bruno Piola







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