Criador do Facebook admite erro em questão de privacidade

Cada vez mais pressionado devido à s polÃticas de privacidade, o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, publicou uma carta aberta nesta segunda-feira, dia 24,no jornal “Washington Post” (cujo executivo-chefe, Donald E. Graham, acaba de ingressar no corpo diretor do site de relacionamentos). No documento, Zuckerberg diz que o Facebook não havia “acertado o alvo” no que se refere aos complexos controles de privacidade, e que a rede está “crescendo rapidamente”. O dono do Facebook admitiu ainda que “algumas vezes, passamos muito rápido [pelo crescimento]“.
“Muitos de vocês consideravam que nossos controles [de privacidade] eram complexos”, diz a carta. “Nossa intenção era dar os controles a vocês de forma granular”, explica. “Mas isso pode ter sido o que muitos não queriam. Nós acabamos errando o alvo.”
Ainda assim, Zuckerberg não anunciou novos moldes de privacidade na carta aberta. “Nas próximas semanas, iremos adicionar controles de privacidade que são muito mais simples de usar. Vamos também dar [aos usuários] uma maneira fácil de desativar todos os serviços de terceiros”, disse Zuckerberg. Usuários do site social estão combinando um “suicÃdio virtual” em massa no próximo dia 31 de maio. A rede social é a maior do mundo, com mais de 400 milhões de usuários.
Lacunas na privacidade
Na semana passada, o Facebook se viu em mais um capÃtulo do imbróglio acerca da privacidade. O diário norte-americano “The Wall Street Journal”, informou que outras redes sociais têm enviado dados para companhias de publicidade com os quais é possÃvel localizar nomes de consumidores e outros detalhes pessoais –o que contraria as promessas de que os sites não compartilham informações sem consentimento.
Antes, uma suposta conversa entre o executivo-chefe do Facebook, Marc Zuckerberg, e um amigo vazou na internet, e revela uma postura displicente do executivo em relação à privacidade. Foi o mesmo site que publicou um longo dossiê, em março, no qual uma extensa reportagem investigativa aponta que, em pelo menos uma ocasião no ano de 2004, o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, teria invadido contas de membros do Facebook a fim de ler suas mensagens privadas e e-mails, algo que, “na melhor das hipóteses, [é] um grave desvio de informações confidenciais”.
As investigações do Sillicon Alley Insider apontam ainda que Mark invadiu sistemas de uma empresa concorrente para roubar informações que melhorassem o Facebook. Outra menção feita na reportagem é ao brasileiro Eduardo Saverin, que iniciou o site como sócio –pagando os servidores do site– e “confidente” de Zuckerberg. O site reproduz uma mensagem em que Zuckerberg, momentos antes de lançar o Facebook, recebe um convite para desenvolver um trabalho para uma rede chamada HarvardConnection.
Segundo o site, Zuckerberg teria retardado o processo e iniciado o Facebook –até hoje, Zuckerberg tem um processo de plágio aberto pelos donos da HarvardConnection, que fizeram a acusação apenas seis dias após o lançamento daquela que vem a ser a maior rede social do mundo. A reportagem afirma ainda que Mark também teria invadido contas de e-mail de editores do jornal universitário de Harvard, o “Crimson”, por intermédio de senhas erradas digitadas no Facebook. A invasão ocorreu porque o jornal teria decidido publicar a história do HarvardConnection.
A maior rede social do mundo tem mais de 400 milhões de usuários no mundo.
1 Comentário
Publicado por Eduardo Lemos







[...] generabanner('singlepost_1');Mark Zuckerberg, fundador da rede social Facebook, anunciou nesta sexta-feira que doará 100 milhões de dólares, [...]