Google nega saída da China e busca entendimento

A agência de notícias Reuters informou neste domingo que o Google negou estar prestes a deixar de operar na China, após a polêmica invasão de contas do Gmail denunciada na semana passada. Segundo a Reuters, a empresa “ainda está no processo de inspecionar suas redes internas desde o ciberataque ocorrido em meados de dezembro” e que o Google pretende continuar conversando com o governo chinês para um entendimento.
A China também resolveu pegar leve na questão e disse, através de comunicado, que há varias maneiras do problema ser resolvido lembrando, no entanto, que todas as empresas estrangeiras que operam no país estão sujeitas à legislação local.
Os Estados Unidos já se manifestaram a favor do Google nesse conflito. O governo americano também disse que enviou à China uma carta diplomática pedindo explicações sobre o ciberataque.
Esta é a segunda semana do conflito entre o Google e a China. Na última terça-feira, a empresa americana postou texto em seu blog denunciando um ataque às contas de seu e-mail, o Gmail. Segundo o Google, os usuários invadidos eram chineses contrários ao regime de governo do Partido Comunista na China. A partir deste fato, a empresa disse que estava avaliando se continuaria ou não suas operações no país.
O Google não é o maior site de buscas na web chinesa; segundo dados, o Bindu – buscador “local” – tem 61% do mercado, com o Google abocanhando menos de 20%. O mecanismo de busca do Google chinês, inclusive, filtrava alguns temas e expressões que não agradavam o governo chinês. Depois dessa invasão ao Gmail, no entanto, o Google resolveu liberar a busca em sua página e retirou qualquer censura.
O ciberataque sofrido pelo Google também atingiu outras empresas. Informações ainda não confirmadas dão conta de que esses ataques também causaram um recente problema no Internet Explorer. A Microsoft, no entanto, rechaçou qualquer possibilidade de deixar a China.
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Publicado por Eduardo Lemos









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