Google e Yahoo podem ser censurados no Paquistão

O Paquistão anunciou hoje, dia 25, que vai monitorar sete grandes websites, incluindo o Google e o Yahoo, com o objetivo de bloquear qualquer link que contenha conteúdo anti-islâmico. Além desses sete, outras dezessete páginas já foram totalmente censuradas por conter material blasfemo (que difama a figura de um ou mais deuses).
De acordo com o porta-voz do governo paquistanês, Kurram Mehran, os sete sites observados de perto são: Yahoo, Google (tanto o sistema de busca quanto a sua página de compartilhamento de vídeos, o Youtube), a loja virtual Amazon, e três domínios da Microsoft: o MSN, Hotmail e o Bing.
“Se qualquer link específico desses sites apresentar conteúdo ofensivo, vai ser bloqueado imediatamente, mas sem atrapalhar a página principal”, explicou Mehran.
O Yahoo! News procurou alguns representantes dos sites atingidos pela resolução do Paquistão. O porta-voz do Google Scott Rubin anunciou que a estratégia da empresa será no melhor estilo “toma lá dá cá”: também vai monitorar as ações do governo paquistanês.
“O Google e o Youtube são plataformas da liberdade de expressão, e tentamos permitir o máximo de conteúdo possível e ainda garantir que nossa política de uso seja seguida”, comentou Rubin.
Já a porta-voz do próprio Yahoo, Amber Allman, considerou a medida “decepcionante”, uma vez que o príncipio da empresa é que “o acesso à informação pode melhorar a vida das pessoas”.
Em uma declaração oficial, o conselheiro sênior da política da Microsoft, Chuck Cosson também defendeu o direito da liberdade de expressão em seus websites, que também “alegram seus consumidores e se comprometem com as questões sociais”. Quanto à Amazon, ela não comentou a determinação.
Esta não é a primeira decisão polêmica do Paquistão quanto à censura de grandes sites. Em maio deste ano, a justiça ordenou o bloqueio total à rede de relacionamento Facebook, alegando que uma de suas páginas encorajava internautas a postarem imagens do profeta islâmico Maomé. As representações de pessoas através de fotos ou desenhos é proibida pelo Islamismo. O site voltou ao ar depois de duas semanas, com a exclusão da página especificamente no Paquistão.
1 Comentário
Publicado por Bruno Piola







[...] generabanner('singlepost_1');Após três anos de bloqueio, o YouTube parecia finalmente ter conquistado as autoridades turcas a fim de liberar seu serviço. [...]