ONU pede que países evitem uma ‘ciberguerra’

O chefe da agência de telecomunicações da ONU, Hamadoun Touré, deixou para este domingo, último dia do Fórum Econômico Mundial, para tratar de uma nova questão envolvendo a paz entre os países no planeta: a internet. Depois que o Google informou que foi alvo de ataques por parte de hackers chineses, o assunto tomou proporções maiores e vem mobilizando líderes mundiais, como a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton.
Segundo Touré, está na hora da ONU (Organização das Nações Unidas) criar um tratado para que o mundo não entre numa “ciberguerra”. “Uma ciberguerra seria pior que um tsunami, uma catástrofe”, disse ele, citando que no tratado as partes se comprometeriam a não lançar um primeiro “ciberataque” contra outra. “Seria parecido com um tratado de guerra antes de uma guerra”, resumiu.
Touré tambem se disse temeroso de que Estados Unidos e China iniciem uma guerra pela internet. Mas os próprios americanos talvez não gostassem da ideia de fazer um tratado sobre o tema, segundo John Negroponte, ex-diretor da Agência Central de Inteligência norte-americana (CIA) durante a administração de George W. Bush. Segundo ele, os serviços secretos das potências mundiais seriam os primeiros a “fazerem ressalvas” a essa ideia.
Susan Collins, senadora republicana membro das comissões de Defesa e Interior no Senado norte-americano disse que um tratado seria muito bem vindo na atual situação. “Se alguém bombardeia nossa rede elétrica e vemos os responsáveis fazerem isso, claramente é um ato de guerra”, afirmou. “Se o mesmo país utiliza computadores sofisticados para desativar a nossa rede elétrica, creio realmente que não estamos longe de dizer que se trata de uma guerra.”
Segundo o presidente da McAfee, David DeWalt, China, Estados Unidos e Rússia são parte dos 20 países que se encontram envolvidos em uma corrida armamentista no ciberespaço e se preparam para possíveis hostilidades via web.
Comente!
Publicado por Eduardo Lemos









Comente:
Comente su "ONU pede que países evitem uma ‘ciberguerra’"