Senado pede dados de 1.200 usuários do Orkut ao Google

Dois anos depois do início das discussões e a criação de bloqueios no site de relacionamentos Orkut, ainda existe material de pedofilia na rede social, a mais usada pelos internautas brasileiros. Por isso, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia do Senado determinou ao Google, na última quinta-feira, 4, a transferência do sigilo telemático de cerca de 1.200 dados e fotos do site YouTube, postados em páginas pessoais do Orkut.
O Google terá cinco dias, a contar do recebimento da comunicação, para repassar todos os dados. O objetivo da CPI é identificar o IP – número de identificação – do computador de onde partiu a postagem dos vídeos e fotografias contendo abusos sexuais a crianças e adolescentes,o que possibilita à polícia uma boa chance de encontrar os criminosos.
O Grupo de Combate a Crimes Cibernéticos da Procuradoria da República do Estado de São Paulo foi o responsável por elaborar a lista de material suspeito na rede social mis popular do país. O presidente da CPI, Magno Malta (PR-ES), explicou que, de posse desses números, será possível requerer a quebra de sigilo telefônico ao qual o computador está conectado e saber quem são os autores das postagens.
Há pouco mais de um ano, o Senado acertou um termo de conduta com o Google visando eliminar os conteúdos pedófilos na rede social. Na época, a empresa requereu prazo de um ano para criar as ferramentas necessárias para deter o acesso a materiais de pornografia infantil. Hoje ainda são encontrados esses vídeos. “Pode ser que essas ferramentas não sejam suficientes”, disse o senador.
Diante esse quadro, na próxima terça-feira, dia 9, a CPI deve convidar os representantes da empresa maiores esclarecimentos sobre as ferramentas de proteção que o Google diz estarem em funcionamento e os motivos pelos quais ainda estão ativos materiais pornográficos em sites como o YouTube e o Orkut.
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Publicado por Eduardo Lemos







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